Hoje fui abordada na Ana Costa por uma mulher:
“Moça sabe como faço para chegar...?”
Eu: “Sei sim, faz o seguinte...”.
E não é que eu sabia mesmo? Mal cheguei à baixada e já estou prestando informações santistas... rs
Meu irmão dizia (fazendo pouco caso) que eu era o “boy do mundo” por causa do meu pretenso discurso de ser sempre boa em caminhos, direções e itinerários.
Mal sabe ele que já me perdi algumas vezes, poucas claro. Tive “apenas pequenos atos falhos” (rs) como no último domingo que quase me perdi em Guarulhos (como diria o velho Zé Luis “minha terra”), fiquei de encontrar a família buscapé num restaurante “conhecido” e de repente não sabia como chegar lá. A memória falhou, mas fui “salva” pelo instinto (fome!). Também recentemente me perdi numa região “familiar” de Sampa, pois peguei um ônibus errado... fui andando e rezando até “me encontrar”. Por falar em ônibus, num passado muito distante eu dormi num coletivo e viajei sem querer pelo litoral sul baiano, minha sorte foi encontrar um senhor que era taxista e que aceitou me levar de volta quase de graça para a cidade que eu estava hospedada! Ainda no quesito transporte do povão, na primeira semana de intercâmbio em Londres, sem saber falar quase nada em inglês, sai sozinha e na volta para casa peguei um ônibus achando que estava indo para Tottenham Court Road, pois eu precisaria descer lá perto para pegar o Night Bus na Oxford Street para os lados de Wembley acabei parando quilômetros de distância em outro lugar chamado apenas Tottenham. “Panic on the streets of London”... sorte que ao invés de hooligans encontrei um senhor indiano que me acompanhou até uma estação de metrô, não sei o que ele entendeu (afinal eu não devo ter dito uma única frase inteligível), mas ao chegar na catraca ele me deu o cartão dele e uma nota de 20 ₤. Espero ter conseguido dizer: “Thank you very much!”. Os 20 pounds me salvaram de um aperto meses mais tarde...
Lembrando do metrô londrino, domingo cedo encontrei no SSG um colega que me mandou uns tempos atrás o dvd do filme “Tube Tales”, não tenho o telefone do rapaz, não sei onde ele mora, nem onde trabalha. Ele freqüentava o Johrei Center e sumiu, então não pude agradecer o presente. Ao reencontra-lo esqueci de agradecer o filme, mas agora já sei onde encontrá-lo, num outro JC que tenho afinidades. Daí perguntei do Sensei de lá, e ele me respondeu que ele havia mudado para um JC de Santos, epa em qual deles? Seja qual for, sei chegar em qualquer um... hohoho
Voltando para a baixada, outro dia eu estava num dos poucos restaurantes bacanas perto do escritório, na saída sem querer um rapaz furou a fila do caixa e passou na minha frente, quando ele percebeu o que tinha feito me ofereceu um docinho e disse: “para você me desculpar, Renata!”. Eita, como assim? Mais um que me conhece da internet que nem o mocinho da cidade portuária de Mato Grosso do Sul? Não, o rapaz simpático desta vez era o funcionário da agência bancária que tenho ido ultimamente acertar minhas contas. O rapaz deve ter decorado o nome do sacado que aparece em tantos boletos!
Mudando o rumo da prosa, ontem à noite tomei chuva. Estava sem guarda-chuva (claro), a pé, carregando uma mala cheia de roupas limpinhas, um envelope com papéis importantes, minha carteira com meus documentos, meu celular no bolso e no peito o Ohikari. Como aprendi com um amigo em 1993, se é pra tomar chuva que seja com elegância. Então coloquei a mão na altura do plexo solar, protegendo o mais importante e segui bela e molhada pelas ruas próximas da praia do Gonzaguinha.
Outra da vida de pobre, agora à noite peguei um ônibus em Santos para São Vicente, no banco de trás um senhor com a netinha de uns 04 anos no máximo. Não deu para ouvir a voz do velhinho, mas impossível não ouvir a pequena gralha:
“Vovô, como o senhor conheceu a vovó?”
“blablabla”
“e o que o senhor disse para ela na primeira vez?”
“blablabla”
“E ela já era gorda que nem agora?”
kkkkkkkk
Ganho pouco ando de ônibus, mas me divirto (e me perco de vez em quando)!!!!
(Se não entendeu o titulo deste post, pergunte para meu irmão, para minha prima Paula ou para meu amigo que me ensinou a tomar chuva ao som de Talking Heads, não sei por onde ele anda, mas se ajudar o nome dele é Francisco! rs)