Fim de semana em SP – Sexta à noite voltei para a capital. Fui quase que direto para Guarulhos, conhecer finalmente o apartamento do meu irmão e da minha cunhada, eles mudaram em novembro passado e eu só tinha ido lá antes da mudança. Tava mais que na hora de visitá-los! Tudo belo lá no apê, principalmente o quarto fofo do bebê, cheirinho bom! Adorei.
Sábado acordei cedo e levantei tarde, estava precisando repor a preguicinha matinal, afinal passei a semana passada saindo de casa antes do sol aparecer. À tarde fui para o JC e contrariando a “rotina” resolvi voltar direto para casa depois da dedicação, nem quis saber de um tal de encontro de Johvens, ainda não estou podendo! Passei a 1ª noite de sábado em muitas semanas sem nada para fazer. No silêncio do cafofo novo vazio ouvi a tenebrosa voz da solidão. Pensei, pensei, pensei e decidi (com uma certa dor) dormir cedo. Opção mais barata para meu bolso, minha saúde física, mental e sentimental.
Domingo, acordei e levantei cedo. Almoço em família, eu mal comi e fiquei babando na Bia que está com quase 05 meses de malandragem! Do inicio da tarde até a hora de dormir, passei em casa (na minha) em frente à TV (re) vendo a 1ª temporada de Heroes com minha irmã e meu cunhado. Where´s my Heroe?
Hoje, encontrei o meu amigo Donato para pegar carona com ele. Daí ele me disse que teríamos que esperar mais um pouco, pois teríamos companhia. Durante os 20 segundos de espera:
Ele: - Você lembra do fulaninho, da agência tal?
Eu: - Não.
Ele: - Lembra sim, ele era aquele blábláblá...
Eu: - Não lembro não!
Daí chegou o fulaninho, fomos apresentados e fomos para o estacionamento. No trajeto fiquei a pensar de onde conhecia o rapaz, sabia que conhecia aquele cara e tinha certeza que não era do meio publicitário, passamos em frente a um colégio e ele comentou que “tocou” uma vez lá quando era moleque. Disse rindo que era punk na época. Entramos no carro e de repente, não mais que de repente soltei um alto e sonoro: “Já sei de onde te conheço, você era o fulanão da banda tal”. Ele me olhou assustado e disse: “Você ta de sacanagem comigo!”. Fiquei assustada com minha declaração, o cara não parecia o fulanão e estávamos ali para um encontro profissional, que vergonha! Depois de vários segundos ele disse que era ele mesmo. “Só” quinze anos que não nos víamos. Não éramos amigos, mas eu era amiga do vocalista da banda dele (tenho até hoje o 1º CD deles). Tínhamos 1500 amigos em comum no inicio dos anos 90 que eram roqueiros que tocavam em bandas do cenário underground paulistano. Passamos quase que a viagem inteira relembrando os bons momentos e falando de como estão hoje em dia os ex-cabeludos. Daí meu amigo que tava por fora da conversa comentou: “Já pensou se vocês já ficaram juntos e nem lembram?” engraçadinho... eu lembraria se fosse o caso, afinal meu passado de adolescente rebelde se resume em “coca-cola e rock and roll”, muitos shows e só, minha prima Paula é testemunha. Ela viveu quase tudo o que vivi, principalmente na região do então largo da Batata. Bons tempos!
Eu cresci, o fulanão "amadureceu" e virou um homem de negócios de mídia! Conhecemos as mesmíssimas pessoas deste mercado. E talvez vamos manter contato daqui para frente, pois a empresa onde trabalho poderá fazer uma parceria com ele...
O mundo é mesmo um ovo, e ele gira.