Comecei o blog dizendo que comecei o ano com tudo novo, mas as novidades são tantas que até o fim de janeiro pretendo escrever uma “experiência de fé”, relatando com uma certa profundidade as mudanças e graças que ocorreram e estão ocorrendo em minha vida neste mês. Com certeza terei muitos pontos da fé para relatar e o que não for vital para a experiência em si ficará de fora, mas aconteceram coisas tão diferentes que acho que vou esboçar minha experiência e escrever esses pontinhos que não são vitais aqui mesmo...
Encerrei 2007 com o coração bem agradecido. E ainda sim comecei 2008 com um monte de problemas a resolver - desde o dia primeiro sabia que precisaria de tempo, disposição e calma para encarar o dia-a-dia: entrega do apartamento de Moema, mudança para o Jaçanã, falta de trabalho e de grana, regular o ritmo do coração, dedicar no JC (em qual?), cumprir compromissos sociais e familiares. Bem isso era o que eu achava que tinha que fazer e que bastava encontrar forças tudo sairia a contento.
Assim que cheguei de Peruíbe resolvi colocar a vida nos eixos, mudei de Moema antes do planejado, cheguei na Zona Norte e fui muito bem recebida pela família mesmo indo morar sozinha estaria por perto deles, me ajudariam no processo de rescisão contratual e tal. No final do ano coloquei o resto do orgulho no saco de lixo e pude sentir 100% do amor e do carinho de meus pais, irmãos e avó. Senti gratidão pelo bairro feio e afastado, pela casa e por tudo mais.
Minha purificação financeira chegou a tal ponto de eu parar para pensar se faria donativo de gratidão do quase nada que eu tinha ou não. Felizmente, escutei a voz da “razão, da emoção e da vontade” e resolvi atravessar a cidade e ir ao JC Campo Belo para uma reunião com a ministra e assistentes. Bastou eu mudar o pensamento e decidir sair que meu telefone tocou – era uma amiga de Moema fazendo uma encomenda inesperada da Natura $, aproveitaria então a viagem à zona sul para fazer a entrega e ir ao Johrei Center. Sai com o dinheiro do ônibus/metrô e basicamente com o do donativo, não sei porque resolvi desengavetar um aparelho de celular inativo 2007 inteiro, coloquei-o na bolsa e segui caminho. Saindo do metrô, meu aparelho usual tocou – tinha um recado na caixa postal. Era um amigo pedindo para eu ligar com urgência, tentei a tudo custo ligar e como não estava conseguindo usei o aparelho antigo e consegui falar com ele. Era o Donato com uma proposta de trabalho... Fiz a entrega rapidinho e corri no JC com meu donativo cheio de alegria. Durante a reunião comentei mais ou menos o fato ocorrido e todos desejaram me sorte, a ministra disse a importância da gratidão... Dois dias depois voltei ao JC a pedido dela e depois de receber Johrei ela sorriu dizendo “Tudo dará certo”.
A entrega do apartamento foi um parto, vários problemas com terceiros, logo não conseguiria fazer a vistoria e assim teria que pagar multa e ter despesas extras. Estava tão preocupada que antes que eu desabasse desapeguei totalmente do problema Fui sincera com a imobiliária relatando o que estava acontecendo, como eles não respondiam nada, mais uma vez meus pais resolveram me ajudar.
Nesse meio tempo senti uma pontada aguda com relação as minhas batidas cardíacas involuntárias e mesmo vendo o fim do filme antes da exibição me deixei levar. E o pior fiz um filme de terror. No dia D tive uma noite de balada entre sorrisos amarelos de pessoas que não vão com a minha cara, com uma gorda bêbada e insana nos meus ouvidos, com dois amigos queridos com outras preocupações e com o mocinho ocupado, uma vez que ele era o protagonista. E entre todos os personagens eu sentia que não passava de uma figurante. Não enchi a cara não, mas fumei que nem um sapo para amenizar a cólera e adivinha o que aconteceu? Não sei se acertei na intuição ou se atrai a confusão... Só porque ouvi o que não queria a pequena ridícula aqui falou o que não devia! Nem lembro o que disse só sei que a sensação foi a pior possível. Um terror minha única noite de balada! Na volta para casa tava com raiva de mim que nem disse para o mocinho que ia ficar no apê e acabei parando no Jaçanã. Sentia mais raiva ainda, pois no rádio a música estava ótima, queria desligar o som ou sair pela janela. No dia seguinte da pior noite da “minha vida de 2008” tirei o dia para exercitar o silêncio, abri a boca o mínimo possível. Consegui baixar o tom a ponto de ouvir apenas o som da minha voz interna. Refleti e virtualmente voltei atrás.
Voltando ao apartamento, eu estava desapegada dos problemas, meu pai ia fazer a vez do vizinho e consertar um vazamento e as outras coisas por fim teriam que ser solucionadas de um jeito ou de outro. Daí a imobiliária me concedeu uns dias a mais, sem multa para fazer a entrega. Nesses dias extras tudo foi consertado, a outra vizinha resolveu colaborar e quando chegou a vistoria, ouvi “parabéns” e “muito obrigada” por cuidar tão bem do imóvel, “isso é raro...” Por fim sai no lucro e consegui fazer 100% de gratidão com o acerto posterior do vizinho.
Finalmente, estava com um problema a menos. Decidi aproveitar o tempo livre para procurar emprego e para dedicar no JC.
Passei menos de uma semana nesse ritmo, pois minha vida tomou outro rumo.
O dialogo impertinente com o mocinho serviu para eu refletir sobre minha vida sentimental errante e quanto a isso não vou me expor, digo só que fiquei em paz, afinal nada acontece por acaso.
Nessa mesma semana comemorei dois anos de Johrei, pensei com carinho na pessoa que me encaminhou e pensei também no ministro que me recebeu no Johrei Center naquele final de tarde de janeiro de 2006, eu cheguei na sala dele sem saber nada de religião alguma, de Deus, de Johrei, de Meishu-Sama... Só sei que eu tinha uma metralhadora e disparei sem querer tudo o que tava a quase 28 anos guardado no fundo da alma e falei também coisas banais do meu umbigo e da minha vida cotidiana, ele me fez um convite de receber Johrei 30 dias mesmo não tendo um problema aparente, disse só que eu tinha uma grande missão pela frente. Não sei o que me deu, mas uma semana depois decidi parar de racionalizar tudo e aceitar o desafio.
Depois de 30 dias, continuei indo diariamente ao Johrei Center, o ministro foi designado para outra cidade e em abril de 2006 já sob orientação da nova ministra fui outorgada e me tornei membro da Igreja Messiânica Mundial do Brasil, do Johrei Center Campo Belo.
Encontrava com o ministro quase sempre no culto mensal no Solo Sagrado de Guarapiranga e assim não perdi o contato, o elo com ele. No culto de dezembro de 2007 disse a ele que estava voltando para o Jaçanã e ele me fez um novo convite, dessa vez em tom de brincadeira – atravessar a divisa e dedicar com ele em Guarulhos... Fiquei de pensar...
Falei mais uma vez com o Donato e dessa vez ele mudou o destino da proposta...
No final dessa mesma semana tinha um compromisso social/familiar importante, mas que eu não tava no clima – a formatura da minha irmã. Fui com meus pais para o local do evento na Liberdade, como chegamos cedo ficamos na porta esperando chegar o resto da turma de casa. Logo de cara vi um rosto conhecido, era o ministro de Guarulhos! Ele estava falando no celular a poucos metros de mim, como estávamos no bairro nipônico pensei que ele estivesse ali para algum compromisso com a igreja mãe – coisa do Japão... Quando desligou fui falar com ele e para minha alegria e surpresa ele estava ali “perdido” pois seria padrinho de uma das formandas. Apresentei ele aos meus pais e logo ao resto da família. Pude agradecer pessoalmente por seus ouvidos e orientações de dois anos atrás e ainda pudemos dividir um bom momento de descontração juntos. A formatura foi animada, mas tranqüila, afinal não se formam mais psicólogos como antigamente... rs me diverti como há muito não fazia, até dancei – coisa que não faço normalmente... por algumas horas esqueci completamente do dia-a-dia... mesmo indo dormir no sábado de manhã com os pés esfolados e sem voz, à tarde atravessei a cidade e fui dedicar no Campo Belo, afinal decidi que Ele é quem escolheria meu novo JC e enquanto isso ficaria naquele que me escolheu primeiro.
No domingo madruguei para um aprimoramento no Solo Sagrado, cheguei debaixo de chuva e mesmo passando a manhã toda com o pé molhado (fato que normalmente me deixa de mau humor) passei momentos de concentração. Logo que cheguei no auditório tive uma surpresa, sou muito fã de vozes, claro as belas vozes e neste aprimoramento a voz que faria a locução era a minha preferida – a voz oficial. A voz que quase todo mês ouço nos cultos mensais e que eu nunca consegui - mesmo levantando os pés - enxergar de quem eram e ali naquele auditório eu estava cara a cara com ele. Passado o momento tiete, fiquei ali concentrada ouvindo as experiências de fé e depois absorvendo o sentimento de Kyoshu-Sama através das palavras do ministro Suzuki. Muitas orientações recebidas para eu e todos os messiânicos do mundo colocarmos em pratica em 2008.
No final do aprimoramento a chuva continuava e decidi fazer uma coisa que não curto muito – pedir carona – fui até um jovem da zona norte, mas antes que eu pedisse, ele disse que estava procurando alguém que pudesse me levar, coincidência? Não, coincidência mesmo foi quem ele me arranjou, o pai dele, o locutor! Coincidência foi o pai dele virar e falar “ah é você a amiga do meu filho que é parente do fulano?” Coincidência o locutor ter nascido no Jaçanã e conhecer muitos da minha família paterna e até da materna... Coincidência ele conhecer até um tio portuga da minha mãe que mora em Peruíbe!
Junto com a esposa dele e uma outra senhora saímos de lá e paramos para almoçar. A carona foi fantástica... falamos das origens, de família, das pessoas que conhecemos em comum, da obra divina, recebi conselhos de dedicação e de trabalho, falamos de mídia que por coincidência ele é do “meio”, enfim eu já tinha ficado feliz no inicio da manhã por associar pessoa a voz e por fim terminei o dia com um novo amigo e com duas novas amigas! Presentão Divino.
Na segunda-feira como combinado encontrei com o Donato e juntos fomos para Santos, chegando lá conheci o sócio dele, conversamos e meia hora depois eu estava trabalhando! Sim, sim, sim eu decidi aceitar o desafio e fazer o que gosto e com quem eu gosto mesmo que longe de casa, a nova casa. Claro que conversei com meus pais antes de sair de SP, afinal eles me apoiaram em mudar para o Jaçanã e eu com essa novidade depois de 15 dias de mudança, eles me apoiaram mais uma vez! Amo muito tudo isso!
Como ainda ta fresco, não decidi se vou mudar para a baixada, por enquanto estou descendo e subindo a serra todos os dias, se por um lado é cansativo, por outro estou adorando não pegar transito, afinal ando o percurso todo do metro e depois pego “carona” com uma empresa que faz taxiamento coletivo! Como o transporte é de carro vou e venho pela Imigrantes e mesmo com 30 anos de Peruíbe ainda fico admirada com a Serra do Mar, ainda mais agora que viajo de dia e assim posso admirar o sol, a serra, as cachoeiras na ida e na volta o fog e o friozinho. Ainda tenho tempo de ler ensinamentos (prova do Jovhem III logo mais), de ministrar Johrei no vizinho de banco, de tirar um cochilinho na parte plana da estrada...
Quanto ao trabalho prefiro não comentar muito, por hora, digo que se por um lado eu tenho o conhecido e extrovertido Donato, por outro tenho o desconhecido e introvertido sócio dele, então tenho que servir no caminho do meio. E aprender o que não sei, aprimorar o meu “dom nato”, voltar a ser a “Re querida – requerida” e ficar aberta aos novos sinais...
Ontem e hoje aconteceu um fato diferente – então vou copiar e colar parte de uma troca de e-mails
Eu “... Ontem precisei subir a serra mais cedo e assim que coloquei os pés em São Paulo, achei que tinha visto um conhecido em meio aos transeuntes, mas não tinha certeza se era quem eu pensava... Não mexi com a pessoa para não "pagar mico" caso não fosse e se fosse para não "atrapalhá-la". Continuei minha jornada com o seguinte pensamento - se for mesmo essa pessoa, que Deus e Meishu-Sama permitam-me encontrá-la novamente...
Hoje cedo tive que resolver uns problemas domésticos e acabei saindo mais tarde para descer a serra, e por volta de 8:00/8:15 eu estava descendo do metrô na estação Jabaquara e pensei na pessoa de ontem e no mesmo segundo ao chegar na fila - para subir as escadas rolantes - olho no sentido ao contrário e quem eu vejo?”
Era a mesma pessoa – um ministro que conheci do outro lado do planeta e agora ele está aqui do lado oposto da cidade! Era hora do rush e mais uma vez não quis atrapalhar, pois para uns "tempo é dinheiro" e para outros "tempo é dedicação”.
Já em Santos decidi mandar um e-mail para ele. Eis parte da resposta:
“Realmente isto eh incrível! Muito mais incrível do que você possa imaginar! Se não me engano, hoje foi a terceira vez em 6 meses que eu peguei Metro daquele lado da plataforma... No Japão existe um ditado que diz: Se uma coisa acontece uma vez, isso não quer dizer que vai acontecer uma segunda, mas se acontecer duas vezes com certeza ira acontecer uma terceira. Portanto, da próxima vez pode falar comigo que eu ficarei muito feliz em conversar contigo, ta!” M.A.
Bem, vou encerrar meu post com um mais cola e copia, da Internet...
Jung afirmava que temos quatro funções básicas: razão, emoção, sensação e intuição. No nosso ser, geralmente uma delas é predominante. Mas quando trabalhamos internamente estas funções na direção do equilíbrio, uma nova função é acrescentada: a sincronicidade.
Isso é possível quando estamos sincronizados com a ordem celeste, enfim, quando nossos passos desenham a vontade de Deus. A sincronicidade é a linguagem do divino para orientar nossa vida. E o divino atua tanto dentro quanto fora de nós.
Precisamos cada vez mais nos tornar sensíveis para perceber a sincronicidade pontuando o nosso destino.
É isso ai, e o mês ainda nem acabou graças a Deus e a Meishu-Sama!!!