domingo, 15 de fevereiro de 2009

Emoções

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Desde o inicio do ano, estou vivendo sob fortes emoções. Tive que deixar um pouco de lado minha costumeira superficialidade e aprendi na marra o significado da palavra profundidade. Estou treinando bastante o silêncio para ouvir melhor minhas “neuras”. Sorte que pude contar com a ajuda de uma pessoa que considero como “meu mentor”. Conheci-o há 03 anos e eu que sempre fui muito tagarela, pude falar pela primeira vez sobre meus piores defeitos e sobre meus fantasmas reais, na época ele foi todo ouvidos e sem pré-julgamentos me deu uma orientação simples. Na seqüência ele me mostrou um novo caminho e desde então recorro a (minha) fé e religiosidade para manter o (meu) equilíbrio.

Passei boa parte de janeiro virada no Jiraya. Tive momentos intensos e sou grata por tudo o que ocorreu... Sozinha (literalmente) eu treinei bastante o desapego (mesmo querendo fazer exatamente o contrario – implorando que colasse em mim e esquecesse meu discurso “to nem aí”), por motivos conhecidos e desconhecidos, descabelei e tive depressão... logo o físico reagiu - não dormi, não comi, chorei um pouco, fiquei com os nervos a flor da pele... Tive fé, recebi o apoio da família e o carinho dos amigos mais próximos, mas foi o “meu mentor” quem me fez acordar, desta vez quem teve que ouvir fui eu, e ele não foi sutil e nem usou meias palavras. Como bom medico e ótimo terapeuta holístico que é, ele me ouviu e foi direto ao assunto, colocou o dedo em minha ferida mortal e não perguntou se estava doendo. Como excelente líder me motivou a seguir em frente, a enxergar meus defeitos e aonde fazer os ajustes e buscar dentro de mim o antídoto para toda aquela dor “inexplicada”, recebi mais algumas orientações e por fim definimos juntos meu planejamento espiritual para 2009 e depois sozinha refiz meu planejamento material. Claro que também tive momentos felizes e divertidos durante o primeiro mês do ano, entre outras coisas...

Fevereiro mal chegou na metade e já vivi mais alguns altos e baixos. Comecei nas alturas, passei pelo Solo Sagrado para agradecer, orar e recarregar as baterias. Estive com uma amiga num momento “inexplicado” dela numa quinta, ela decidiu fazer o treinamento “Desenvolvimento e Liderança” e no dia seguinte, voei para Atibaia. Não freqüento o DL há bastante tempo, até achei que a euforia tivesse passado de vez, mas me enganei.

Ao levar uma pessoa querida para que ela possa vivenciar suas quatro emoções básicas, ou seja, alegria, tristeza, medo e raiva, durante um final de semana num hotel e voltar lá no domingo e encontrar a mesma pessoa, mas com uma nova forma de viver é muito, mas muito bom. Desta vez, eu até chorei de emoção com minha amiga-irmã-águia.

Bom também é reencontrar os amigos que fiz ao longo de meia década, pessoas que eu conheci antes do meu treinamento, amigos do meu DL, turma da equipe, águias dos outros DLs, amigos do Practitioner e de outros cursos que fiz pelo INEXH. Conheci muita gente, convivi com muitas delas e ainda guardo dentro do meu coração e das minhas melhores lembranças pessoas especiais.

Atualmente poucas pessoas da “minha época” continuam freqüentando o DL, mas na sexta-feira e no domingo encontrei amigos que nem o tempo e a distância separam nossos corações. Troquei muitos abraços e beijos. Muitas carícias e reconhecimentos.

Na segunda-feira estive na reunião pós-DL com as águias frescas e com outras pessoas. Novas experiências, novos aprendizados. Novas leituras do velho ensinamento. Mais abraços e beijos. Por fim, reunião num bar – para brindar e fechar com chave de ouro. Tirando férias ou feriado, não tomava umas numa segundona há muitos anos! Cheguei tarde em casa, acordei mais tarde ainda no dia seguinte... Fiquei feliz pelo aproveitamento de minha amiga e por ter reacendido minha chama.

Na quarta-feira recebi uma noticia muito triste – um amigo-águia acabará de falecer. Difícil de acreditar. Ele foi fazer uma cirurgia e morreu. Revoltante, chocante e triste ver um jovem partir. A noite fui no velório do amigo que abracei no fim de semana! Mais tristeza... a família, a esposa (jovem também), os amigos, as águias-amigas... Faltam palavras e atitudes nessa hora. Abraços de consolo.

... pausa para mais algumas lágrimas na quinta a noite com o Grey´s Anatomy. Tantas emoções que já não sei distinguir a realidade da ficção. Tudo me toca os sentidos...

Antes de cair na armadilha da tristeza sem fim, voltei minha atenção para o trabalho. Mais um (novo) projeto a vista...

Um pouco de tempo frio para me animar. Como assim? Deixa pra lá... tem “neuras” que não valem a pena explicar.

Estive numa balada, apesar de um “apesar de”, consegui relaxar e aproveitar a noite. Como dizem os baladeiros de plantão: Diversão é solução sim! Neste caso, consegui me divertir naturalmente. Até dancei! Nem bebi tanto assim, mas na volta pra casa já quase de manhã confessei para minha amiga que não sou hipócrita para dizer que não sinto nada pelo nosso amigo, muito pelo contrario. Ai ai ai melhor encerrar este post por aqui!!!!

“Se chorei ou se sorri
O importante
É que emoções eu vivi...”

Roberto Carlos e Erasmo Carlos