quarta-feira, 7 de maio de 2008

Corra Renata corra...

Rotina:
Segunda – madrugar, pegar ônibus ouvindo a FM do meu Moto, pegar metrô, atravessar a cidade de ponta a ponta lendo um livro, fazendo anotações e refletindo (ultimamente ando em cia. de Nidai-Sama). Chegar no extremo sul da linha azul, atravessar a catraca, decidir se vou reto ou se viro à direita. Pausa para pensar...

À direita: ficar de 15 a 30 minutos esperando sentada num banco gelado de cimento da plataforma B ou C, dar o bilhete para o moço picotar, subir no expresso, ajeitar a mala no bagageiro de cima, sentar e depois de 5 minutos partir com o ar-condicionado trincando a alma de gelado, ir a 80 Km por hora pela Rodovia Anchieta, chegar depois de no mínimo 1 hora e meia e ainda andar duas quadras até o escritório?

ou

Reto: esperar a sorte de encher um carro de passeio bacana, sentar onde der, ajeitar a bagagem no colo, pagar a passagem diretamente ao motorista, partir com o som no último volume (pode dar o azar de ser um pagodão), ir a no mínimo 120 km por hora fugindo dos radares da Rodovia dos Imigrantes, rezar para chegar sã e salva em Santos depois de 30 minutos e ser deixada na porta do escritório em mais 10?

Quem decide é o relógio!

Chegar no escritório antes das 09:00, agendar o dia e a semana: Luz, câmera, ação!
Decidir entre ligar o rádio e ouvir as besteiras do Jonelson & cia. e alguns rocks ou ouvir as mesmas músicas favoritas do computador, e lá vamos nós - eu e minha equipe imaginária - “euquipe” - começar mais uma semana de trabalho. Almoçar onde e quando der, sair do escritório depois das 18:00, arrastar o mochilão para São Vicente, passar no supermercado... e por fim colocar o sono dos justos em ordem.

No resto da semana – acordar não tão cedo, pegar carona, chegar no escritório, ajustar a agenda, repetir o ritual de segunda... um dia ou outro fazer um trabalho externo, passar no banco ou em algum outro lugar burocrático.
Cada noite uma surpresa, às vezes voltar para SP (raro), às vezes ir naquele outro Johrei Center santista que ainda não conheço, às vezes ir ao Shopping (raro) passear pela Saraiva e/ou comer no Chinês, às vezes ficar fazendo amizade com gatos e velhinhos no caminho de Santos a São Vicente, e muitas vezes chegar no apartamento me virar na cozinha, assistir TV, ler um pouco, cochilar, acordar com o barulho alheio, dormir... Na sexta a noite é certo esperar o motorista passar com vários minutos de atraso e recuperar o tempo perdido subindo a serra a muitos quilômetros por hora em cia. da Sra. Gatto, rezar mais, chegar em SP, atravessar a cidade de volta rumo norte, passar na Mansão Custódio, matar a saudade do ninho, da comida, do café ou da cerveja (dependendo do clima) e seguir para o cafofo imaculado, ligar a TV e dormir antes que o sleep cumpra sua missão.

Sábado – acordar cedo, tomar café na Vó Mª, desmanchar a mochila, dar uma organizada básica na casa, na bolsa e na agenda mental, ir ao JC Vila Rosália e seguir para o Campo Belo. Ficar “dedicando” até fechar a lojinha. Chegar em casa e dependendo da disposição física, mental e financeira e da “programação” de domingo fazer alguma coisa aprazível.

Domingo (e/ou feriados) – acordar cedo para cultuar/aprimorar em algum lugar distante de casa ou dormir até um pouco antes da hora do grande e barulhento almoço em família ou acordar não muito cedo nem muito tarde e colocar o cafofo em ordem, cuidar das plantas, das roupas, do corpo e etc, ver o domingo passar e arrumar a mochila para a semana seguinte e dormir.

Às vezes pela manhã de um dia qualquer da semana, me sinto com o João da historia abaixo:

A mãe de João acordou-o as sete da manhã – “Joãozinho, levante-se. É hora de ir para a escola!”.
Não houve resposta.
Ela chamou de novo e mais alto – “Joãozinho, acorde e levante-se! Está na hora de ir para a escola”
Mais uma vez não houve resposta.
Desesperada, ela foi até o quarto e o sacudiu dizendo – “ Joãozinho, está na hora de se aprontar para ir para a escola!”.
Ele respondeu: “Mãe, eu não vou à escola. Há cinco mil alunos lá, e todos eles me odeiam. Não vou à escola!”.
“Levante-se já e vá para a escola!”, respondeu a mãe rispidamente.
“Mas, mãe, todas as professoras também me odeiam. Outro dia vi três delas conversando e uma estava apontando para mim. Eu sei que elas me odeiam. Não vou para a escola!”.
“Arrume-se já e vá para a escola!”, a mãe ordenou novamente.
“Mas, mãe, eu não compreendo isso. Por que você quer me colocar naquela tortura e sofrimento de novo?”, ele protestou.
“Por duas boas razões, Joãozinho”, ela dispara de volta – “Primeiro, porque você já tem 45 anos e, segundo, você é o diretor da escola!”.


É, em alguns momentos, confesso para ti bloguinho que me sinto como o Joãozinho: Simplesmente não quero ir à escola! Dá uma vontade de desistir ou cabular aulas de minha atual escola da vida. Outro dia “matei uma aula”, mas me arrependi profundamente. As piras, os problemas e os desafios estão inevitavelmente por todos os lados, graças a Deus! A escola não é minha, mas sou que a dirijo!

Enquanto a rotina segue, eu tento fazer algumas coisas (consciente dos % de probabilidade de sucesso e dos outros % de fracasso):

Agradecer em todas as circunstancias...
Não pensar mil coisas ao mesmo tempo...
Não tagarelar...
Ser útil e prestativa...
Controlar a TPM crônica...
Eliminar o apego (difícil!!!)...
Resignificar o discurso lamurioso do labor...
Parar de me achar burra e limitada em alguns casos e inteligente e boa demais em outros casos...
Dominar o Ego...
Não me sentir culpada pelos Raimundos partidos ao meio...
Não lembrar do cheiro, do olhar de falsa desaprovação, do lábio carnudo movendo para cima e para baixo deixando sair aquele vozeirão, das mãos bobas, do gosto do Joaquim...

De diferente, andei me sentindo cansada da rotina e fisicamente também, talvez por causa de um dos sintomas da velha conhecida anemia crônica, ela voltou e desta vez trouxe alguns hematomas (sem traumas) juntos com ela, fiquei literalmente púrpura! Não preciso estudar Hematologia para saber o que vem acontecendo comigo! Vou me cuidar!

Enquanto a vida vai e vem, eu vou vivendo e aprendendo. Vivendo e purificando. Vivendo e servindo. Vivendo e recebendo graças. Vivendo e mudando. Vivendo e correndo. Vivendo...

Plin-Plin: depois de mais de 3 anos, assisti o DVD “What the bleep do we know!?” em “três dias”, nas duas primeiras tentativas dormi! Cansaço ou chatice ou os dois? Por fim gostei de mais um documentário sobre física quântica x faça você mesmo! rs
Depois de mais um tanto de anos, pedi para meu pai faz-tudo, instalar um vídeo-cassete no meu cafofo, queria ver a fita VHS de minha formatura, relembrar o juramento e rever os amigos. Bem, a instalação foi feita, a imagem ficou perfeita, mas o filme continua inédito. Deixei o momento retrô para outro dia...

Ontem à noite acessei um grupo do Yahoo e vi pela primeira vez algumas fotos de quase um ano. Ótima surpresa! olha a papagaia de pirata prestes a ter a permissão de cumprimentar Kyoshu-Sama.

Ainda ontem à noite, conversando com a Sra. Gatto depois de séculos:

“Renata, posso te perguntar uma coisa?” – Gatto
“Pode”! – eu
“Sabe que é, sexta retrasada quando estávamos subindo pra São Paulo, você tava toda prosa e derrepente você parou e levantou a mão”. – Gatto.
“Hum, sexta retrasada? Ah ta, o dia que pegamos o motorista da Doblò estressado? – eu.
“Isso mesmo, então o que você fez? Aquilo lá que você faz na sua igreja?” – Gatto
“Ministrei Johrei e encaminhei o antepassado nervoso dele...” – eu.
“Menina, você tinha que ver! Você tava sentada bem atrás dele com a mão levantada durante um tempão, eu tava do seu lado, mas dava para ver ele mudando de cara! Fiquei assustada pensando no que você estaria fazendo, ele foi ficando calminho, numa paz... nossa achei incrível” – Gatto
“Bem, eu não fiz nada, só fui instrumento, deixa te explicar...”. – eu.

Daí chegou mais um na conversa, puxei uma cadeira e o papo fluiu... rs

E lá vou eu, correndo, indo e vindo, mudando de idéia, tendo mil novos pensamentos e blogando um monte de "besteiras"... rs